Criatividade Planejada

Muitas vezes relacionamos criatividade com ousadia, inovação, humor, entre outros parâmetros que não exigem muitos padrões formais, nem planejamento. Dificilmente confiamos em um publicitário que esteja de paletó e gravata. Temos em mente que um profissional da criação seja diferente até na roupa que usa, mantendo uma imagem alternativa. Da mesma forma que se um gestor de negócios for à sua empresa de cabelo assanhado, camisa hippie, calça folgada e uma sandália havaianas, não passaria a confiança necessária para deixá-lo guiar seu negócio.

Mas será que só de ousadia e inovação que se compõe a publicidade? Claro que, para uma peça publicitária ser reconhecida e lembrada no mercado é necessário que seja marcante e ousada, mas não é apenas isso faz com que uma campanha seja eficaz. E se o comercial, por mais criativo que seja não atingir o público-alvo? Ou se for para o nicho errado do mercado? Seria um investimento de pouco retorno.

Antes de toda a criação é necessário realizar um planejamento, o que costumo chamar de criatividade planejada. Alguns pontos básicos são necessários para direcionar a criação das peças, por exemplo: Para quem a empresa trabalha? Quais seus produtos e serviços? Qual o tamanho do seu mercado? Onde ele se concentra? Em quais segmentos podemos dividir o mercado? Qual o sexo, idade, classe, hábitos do seu público? Qual tipo de mensagem que o atrai?

Com as respostas dessas perguntas, podemos planejar vários tipos de comunicação direcionando de forma coerente para cada público-alvo, usando a criatividade de forma estratégica para conseguir atingir com eficácia nossos objetivos e metas, fazendo da criação uma ótima oportunidade de negócio.


Tomaz Ferrare
Consultor de Marketing
tomaz@tomazferrare.com.br
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