
Até pouco tempo, as empresas estipulavam a escala de trabalho e o funcionário a cumpria, sem ao menos questionar ou sugerir uma alternativa para adequar suas necessidades físicas e psicológicas às empresariais.
As novas possibilidades que o mercado de trabalho apresenta e a mudança de perfil dos empresários estão alterando esse quadro. Adequar-se às necessidades fisiológicas do funcionário pode ser uma alternativa para as empresas que buscam melhores resultados profissionais, inclusive com reflexos nos lucros.
“É importante que os empresários entendam que há pessoas matutinas, ou seja, que podem entrar mais cedo no trabalho, pois não terão problemas para acordar. No entanto, outra parcela, é vespertina, e terá melhor rendimento a partir do final da manhã para a tarde e a noite. O que não significa que os vespertinos são preguiçosos ou os matutinos, trabalhadores, é apenas uma questão orgânica”, explica o prof. dr. Luis Vicente Franco Oliveira, Coordenador do Laboratório do Sono da Universidade Nove de Julho – Uninove.
Segundo ele, trabalhar à noite, para uma pessoa que não se adapta ao turno, ou vice-versa, pode ser um grande risco, pois, a sonolência faz com que o profissional tenha uma redução dos reflexos, diminua a capacidade de concentração e criatividade, aumente a fadiga, nível de estresse, e, consequentemente, os riscos de acidentes no ambiente de trabalho e no trânsito são maiores.
Algumas empresas já detectaram as vantagens dessa tendência e oferecem um espaço aos funcionários que querem usufruir de um período de descanso. E não precisa ser muito tempo, não, diz o médico. "Meia hora por dia pode ser o suficiente para a recomposição física e psicológica", diz.
Canal Executivo
0 comentários: