Sistemas de remuneração irão mudar, diz estudo




O Hay Group, em parceria com a WorldatWork, concluiu estudo que identificou as futuras práticas de remuneração das organizações. Segundo a pesquisa, 57% delas pretendem aumentar o seu foco no engajamento dos colaboradores em seus programas de recompensa durante os próximos dois a três anos, enquanto 64% também se concentrarão no valor motivacional dos programas de remuneração. Foram ouvidas 763 organizações em 66 países.

A atual métrica de performance dos programas de remuneração, revela o estudo, é mais focada no desempenho financeiro do que no engajamento do empregado. Das empresas ouvidas, 71% admitem usar medidas de performance financeira para criar suas estratégias de recompensa. Outras avaliações de desempenho, tais como a satisfação do cliente, inovação, gestão de talentos e engajamento ocupam menos de 40% do foco atual das organizações.

Dentre essas métricas, 57% as companhias afirmam que no futuro avaliarão a performance do engajamento do colaborador. "Começamos a ver uma forte tendência em atingir um melhor equilíbrio entre a gestão financeira e os aspectos motivacionais de recompensa", afirma Carlos Henrique Siqueira, líder da prática Remuneração do Hay Group para a América do Sul.

"A desaceleração global levou organizações mundiais a dar maior atenção sobre a maneira de envolver e motivar os trabalhadores," afirma Siqueira. "No entanto, durante períodos em que os orçamentos estão mais apertados, manter a força de trabalho envolvida é mais difícil do que nunca. Em tempos difíceis, é fundamental que os empregadores lembrem do poder motivacional da remuneração intangível, o papel do gerente de linha em estabelecer um bom clima de trabalho e a importância da comunicação eficaz com os empregados."

É por isso que alavancar importantes recompensas não-financeiras, tais como oportunidades de carreira e desenvolvimento (60% maior foco), melhor clima de trabalho (53% maior foco) e reconhecimentos não-financeiros (52% maior foco) serão os elementos-chave dos programas de remuneração das companhias pesquisadas nos próximos dois a três anos.

Além disso, 44% dos entrevistados planejam usar a remuneração para reforçar uma cultura de criatividade e inovação - esses dois itens são focados hoje somente por 25% das companhias. E dois terços (67%) delas concentrará esforços na melhoria da capacidade de seus gerentes de linha para gerir eficazmente o relacionamento do pagamento-por-performance com os colaboradores, e sobre o papel dos gerentes de linha na comunicação da remuneração total.

O estudo também constatou que 57% das empresas pretendem aumentar seu foco futuro em medir regularmente o retorno do seu investimento total em recompensa – hoje apenas 20% dos pesquisados mede regularmente o retorno do seu investimento em remuneração.

"O problemas com o capital financeiro levaram as organizações a terem uma atenção maior sobre o valor do capital humano", afirma Siqueira. "As organizações estão aprendendo a tratar seus colaboradores como ativos e não como custos, e a investir estrategicamente em talento explorando seus programas de remuneração”.

Canal Executivo
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